Em relação ao brasileiro, contarei desde sua estreia em competições oficiais (26/04/1957 contra o São Paulo – Ele possuía 17 anos) até o último jogo oficial do Santos antes de Pelé completar 28 anos (23/10/1968 contra o Internacional). Quanto ao argentino, contarei partir de seu “debut” em competições oficiais (16/10/2004 contra o Espanyol – Ele possuía 17 anos) até o último jogo oficial do Barcelona (13/05/2015 contra o Bayern de Munique).

Santos com Pelé

O Santos de Pelé assombrou o mundo e justamente figura entre os maiores escretes da história do futebol mundial. O “balé branco” teve a linha de ataque que se recita como uma poesia: “Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe”.

Com o seu grande Rei em Campo, o Santos disputou naquele período 436 jogos oficiais divididos em 295 vitórias (67,66%), 76 empates (17,43%) e 65 derrotas (14,9%). A equipe da Vila marcou 1285 (2,94 por jogo) e sofreu 552 gols (1,26 por jogo).

Nessas partidas, o brasileiro marcou incríveis 529 gols numa média de 1,21 por jogo. Ele foi responsável por 41,16% dos gols do Santos e por 28,79% dos gols dos jogos.

A equipe santista teve média de 2,20 pontos por jogo. Usando como parâmetro as 5 últimas edições do Brasileirão, se mantivesse essa média, o Santos com Pelé possuiria aproximadamente 83 pontos e seria campeão com folga em quase todos os anos:

3 pontos a mais que o campeão Cruzeiro em 2014; 7 pontos a mais que o campeão cruzeiro em 2013; 6 pontos a mais que o campeão fluminense em 2012; e 12 pontos a mais que os campeões Corinthians e Cruzeiro em 2010 e 2011;

Santos sem Pelé

Notória a qualidade dos jogadores do Santos em seus anos dourados. Pelé teve como companheiros em diferentes momentos vários craques como Zito, Gylmar, Coutinho, Pepe, Edu, Carlos Alberto Torres, entre outros. Mas será que o time da Vila mantinha o mesmo aproveitamento sem o “Rei”?

O Santos nesse intervalo de tempo disputou 121 jogos, divididos em 67 vitórias (55,37%), 19 empates (15,70%) e 35 derrotas (28,92%). A equipe da Vila marcou 287 (2,37 por jogo) e sofreu 179 gols (1,47 por jogo).

A equipe santista teve média de 1,81 pontos por jogo. Comparando às últimas edições do Brasileirão, com essa média, o Santos sem Pelé possuiria aproximadamente 68 pontos e seria: 5º em 2014; 2º em 2013; 4º em 2012; 3º em 2011 e 2010.

 

Conclusão sobre o efeito de Pelé no Santos:

Como se pode ver, sem Pelé, o Santos passaria de campeão absoluto a time que briga pela classificação à Libertadores. Com o “Rei”, a equipe aumentava seus pontos em 21,54%; ganhava e empatava mais partidas (respectivamente 67,66 contra 55,37% e 17,43 contra 15,70%); e reduzia significantemente suas derrotas (14,9% contra 28,92%). Ademais, o Santos com Pelé também melhorava o número de gols anotados (2,96 contra 2,37 por jogo) e sofridos (1,26 contra 1,47 por jogo).

Barcelona com Messi.

O Barcelona de Messi outrossim assombrou o mundo e justamente figura entre os maiores escretes da história do futebol mundial. O “club” do ”tik taka”  continua brilhando e alegrando o futebol até hoje.

Com seu grande gênio argentino em campo, o Barça disputou 478 jogos oficiais divididos em 338 vitórias (70,71%), 87 empates (18,20%) e 53 derrotas (11,09%). A equipe da Catalunha marcou 1192 (2,49 por jogo) e sofreu 399 gols (0,83 por jogo).

Nessas partidas, Messi marcou incríveis 407 gols numa média de 0,85 por jogo. Ele foi responsável por 34,14% dos gols do Barcelona e por 25,58% dos gols dos jogos.

A equipe catalã teve média de 2,30 pontos por jogo. Usando como parâmetro as 5 últimas edições do Brasileirão, se mantivesse essa média, o Barça com Messi possuiria aproximadamente 87 pontos e seria campeão absoluto em todos os anos:

7 pontos a mais que o campeão Cruzeiro em 2014; 11 pontos a mais que o campeão cruzeiro em 2013; 10 pontos a mais que o campeão fluminense em 2012; 16 pontos a mais que os campeões Corinthians e Fluminense em 2011 e 2010.

Barcelona sem Messi.

 

Notória a qualidade dos jogadores do Barcelona nessa fase histórica. Messi teve como companheiros em diferentes momentos vários craques como Ronaldinho, Xavi, Iniesta, Henry, Eto’o, Neymar, entre outros. Mas será que o time da Catalunha mantinha o mesmo aproveitamento sem “La Pulga”?

O Barcelona nesse período disputou 146 jogos, divididos em 87 vitórias (59,59%), 34 empates (23,29%) e 25 derrotas (17,12%). Marcou 295 (2,02 por jogo) e sofreu 122 gols (0,83 por jogo).

A equipe catalã teve média de 2,02 pontos por jogo. Comparando às últimas edições do Brasileirão, com essa média, o Barcelona sem Messi possuiria aproximadamente 76 pontos e seria campeão em 3 dos últimos 5 campeonatos: 2º em 2014; empatado em 1º com o Cruzeiro em 2013; 2º em 2012; 1º em 2010 e 2011.

Conclusão sobre o efeito de Messi no Barcelona:

 

Como se pode ver, sem Messi, o Barcelona passaria de campeão absoluto a time que briga pelo título em todos anos. Com ele, o Barça aumenta seus pontos em 13,86%; ganha mais (70,71% contra 59,59%), empata e perde menos jogos (respectivamente 18,20 contra 23,29% e 11,09 contra 17,12%). Além do mais, o Barça com Messi também melhora o número de gols marcados (2,49 contra 2,02 por jogo); porém sofre a mesma quantidade de gols (0,83 por jogo).

Conclusão sobre Messi x Pelé em clubes:

 

Numa disputa acirrada, Pelé mantém a coroa. O brasileiro leva larga vantagem no total e em média de gols. Quanto à porcentagem dos gols do time e dos jogos (talvez um dado mais justo, pois ajuda a diminuir o impacto do maior número de gols nos anos 50 e 60), o argentino demonstra sua genialidade e chega perto, todavia não consegue alcançar Pelé.  O craque santista igualmente fica na frente em relação à importância para o desempenho do seu time (o Santos dependia mais de Pelé do que o Barça de Messi). Além disso, importante notar que o impacto de Lionel parece se restringir à parte ofensiva, enquanto a presença de Pelé além de influenciar o ataque santista, de igual modo, talvez em razão de sua maior força física e capacidade de marcação, melhorava o desempenho defensivo de sua equipe.

O desmerecimento aos feitos de Pelé em razão da suposta inferioridade dos adversários não pode prevalecer. O Brasil vivia sua fase de ouro e dominava o futebol mundial. Todos os jogadores campeões do mundo pela Seleção atuavam no Brasil. Importante informar que clubes do interior de São Paulo não podem ser menosprezados; equipes como Comercial de Ribeirão Preto, Portuguesa, XV de Novembro de Piracicaba excursionavam e tinham resultados dignos contra times europeus, além de possuírem grandes jogadores (o lendário Djalma Santos defendia a Portuguesa quando convocado em 1958).

Veja quadro comparativo final dos números individuais dos gênios em partidas por clubes:

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Pelé e Messi III – Desempenho em Seleções

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