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Futebol

As melhores atuações dos 6 maiores jogadores da história do futebol

Foto retirada de http://contenti1.espn.com.br/foto/pequena/f926b5e0-b77a-3205-9113-867d95427d18.jpg. Adicionei Garrincha manualmente.

Todos nós, fãs de futebol, guardamos, afetivamente, jogos memoráveis dos nossos esportistas favoritos. Partidas inesquecíveis que ajudaram alguns atletas a entrar no panteão de grandes heróis do esporte. Pensando nisso, resolvi fazer uma lista com as duas melhores atuações (uma por clubes; outra por seleções) daqueles que considero os 6 maiores jogadores da história do futebol: Pelé, Maradona, Garrincha, Messi, Cruyff e Di Stéfano. Atualização em 08/06/2017: apesar de adorar Garrincha, agora coloco Cristiano Ronaldo no meu top 6 (Pelé, Maradona, Messi, Cruyff, Di Stéfano e Cristiano Ronaldo), motivado pela sua extraordinária longevidade no topo e suas conquistas durante sua maravilhosa carreira. Pode-se argumentar que outros foram melhores, mas seria extremamente difícil argumentar que futebolistas como Garrincha, Ronaldo, Romário, Zidane, e outros, tiveram carreiras superiores e mais consistentes do que a estrela portuguesa.

Para elucidar a curiosidade do leitor sobre o meu top 10, afirmo que  Beckenbauer seria o sétimo e que vários outras lendas disputariam os últimos três lugares: Zico, Zidane, Eusébio, Ronaldo, Puskas, Romário, Cristiano Ronaldo, Platini, George Best, Bobby Charlton, Lothar Matthäus, Maldini, Didi, Rivera, Gérson, Gerd Müller, Rivellino, Van Basten, Roberto Baggio, Giuseppe Meazza, entre outros. Ainda não consegui escolher! Se possível, deixem suas listas nos comentários.

Como bônus, no fim deste post, colocarei, sem maiores detalhes, vídeos com os melhores jogos dos seguintes craques: Zico, Zidane, Eusébio, Puskas, Platini, Ronaldo, Lothar Mattäus, Romário, Beckenbauer, Gerd Müeller, Roberto Baggio, Cristiano Ronaldo, Ronaldinho e Rivaldo. Portanto, 20 lendas no total (os 6 maiores e 14 na área bônus).

Pois bem, segue a lista:

PELÉ 

Clube:

Benfica 2 x 5 Santos — Lisboa, Portugal, 11/10/1962 — Final da Taça Intercontinental de Clubes.

Números do craque: 3 gols e 1 assistência.

Naquele considerado pelo próprio Pelé o melhor jogo de sua carreira, o Santos bateu o campeão europeu (o Benfica do lendário Eusébio) e conquistou a sua primeira Taça Intercontinental de Clubes.

Motivado pelo desempenho fantástico de Pelé (com dribles desconcertantes e jogadas maravilhosas em seus gols e assistência), o goleiro português Costa Pereira assim descreveu o craque brasileiro após o jogo:

“Eu cheguei esperando parar um grande homem, mas fui embora convencido de que havia sido destruído por alguém que não nasceu no mesmo planeta que o restante de nós.”

 

Seleção:

Brasil 5 x 2 Suécia — Solna, Suécia, 29/06/1958 — Final da Copa do Mundo.

Números do craque: 2 gols.

Numa atuação épica, o adolescente de 17 anos encantou o mundo e ajudou o Brasil a conquistar sua primeira Copa. Seu primeiro gol, fruto de um lindo chapéu sobre o defensor adversário, está entre os mais famosos da história do esporte. Em razão desse gol, o zagueiro sueco, Sigge Parling, confessou em entrevista: “Depois que Pelé estabeleceu o resultado final de 5 a 2 com um gol artístico, obra-prima, eu apenas queria me juntar à multidão e aplaudi-lo”.

 

MARADONA

Clube:

Argentinos Jrs. 5 x 3 Boca Jrs. — Buenos Aires, 9 de novembro de 1980 — Campeonato Argentino.

Números do craque: 4 gols.

Após ser chamado de gordito pelo folclórico goleiro do Boca, Hugo Gatti, Maradona, aos 20 anos, fez o que prometera antes de jogo: 4 gols.

Seleção:

Argentina 2 x 1 Inglaterra — Cidade do México, 22 de junho de 1986 — Quartas de Final da Copa do Mundo.

Números do craque: 2 gols.

Em um jogo fomentado por questões políticas (a Guerra das Malvinas), Maradona classificou a Argentina à semifinal da Copa, através de uma performance histórica, ao marcar dois gols célebres: o primeiro com a “mão de Deus”; o segundo, o tento mais bonito em todos os tempos. Sobre o gol, o artilheiro inglês Gary Lineker afirmou: “Se não tivesse sido uma partida tão importante eu teria aplaudido. É realmente impressionante fazer um gol como aquele”.

 

MESSI

Clube:

Barcelona 4 x 1 Arsenal — Barcelona, 6 de abril de 2010 — Quartas de Final da Champions League.

Números do craque: 4 gols.

Messi, possivelmente em seu auge no futebol, levou o Barcelona nas costas até a semifinal da Champions, anotando tentos belíssimos em jogadas individuais. Após a partida, Manuel Almunia, goleiro do Arsenal, perguntou: “Como parar esse tipo de jogador?”.

Seleção:

Brasil 3 x 4 Argentina, Nova Jersey, EUA — 9 de junho de 2012 — Amistoso.

Números do craque: 3 gols.

Messi fez 3 gols, incluindo o da virada numa bomba de fora da área, liderando a vitória da seleção principal da Argentina sobre o Brasil (que colocou em campo apenas jogadores sub-23 representando a seleção principal). Messi se tornou o oitavo jogador a fazer um hat-trick no grande clássico sul-americano (em ordem cronológica: Seoane, Peucelle, Méndez, Sanfilippo, Pelé, Rivaldo, Ronaldo e Messi), o primeiro argentino desde José Sanfilippo em 1959.

 

GARRINCHA

Clube:

Botafogo 3 x 0 Flamengo — Rio de Janeiro, 15 de dezembro de 1962 — Final do Campeonato Carioca.

Números do craque: 2 gols.

Num Maracanã lotado, Mané Garrincha participou de todos os gols do Botafogo (anotou dois e fez a jogada que resultou no gol contra do Flamengo) na vitória do título carioca contra o grande rival, o Flamengo.

Seleção:

Brasil 3 x 1 Inglaterra — Viña del Mar, Chile — Quartas de final da Copa do Mundo.

Números do craque: 2 gols.

Em sua melhor atuação na Copa, Garrincha fez dois gols (um raro de cabeça, e outro num chute no ângulo de fora da área) e cobrou a falta que resultou no gol de Vavá, ajudando o Brasil a eliminar a poderosa Inglaterra. A respeito daquele jogo e de Garrincha, o jogador inglês Johnny Haynes disse: “Como se preparar para parar o imparável?”. 

CRUYFF

Clube:

Ajax 2 x 0 Internazionale — Roterdã, Holanda, 31 de maio de 1972 — Final da Copa Europeia de Clubes.

Através do seu futebol total e numa de suas melhores atuações, o Ajax dominou a equipe italiana durante todo o tempo. O grande craque daquela geração, o saudoso Cruyff, fez os dois gols do jogo.

Seleção:

Holanda 4 x 0 Argentina — Gelsenkirchen, Alemanha, 26 de junho de 1974 — Segunda fase de grupos da Copa do Mundo.

Números do craque: 1 gol e 1 assistência.

Liderados por Cruyff, a “Laranja Mecânica”, com o seu futebol total, não deu qualquer chance à seleção Argentina, a qual poderia ter sido goleada por um vantagem muito maior que 4 gols. O grande craque holandês deixou o seu ao driblar o goleiro argentino.

Sobre Cruyff e a seleção holandesa, Àngel Bargas, zagueiro argentino daquela seleção, asseverou:  “Os holandeses não têm especialistas. Existe um goleiro e dez jogadores que fazem tudo – e sabem fazer tudo. Ao mesmo tempo estão muito perto de todos e muito longe uns dos outros. É uma vertigem total esse borrão de camisas laranjas em campo. Os mais perigosos são os que não têm a bola, todos coordenados pelo Cruyff.”

 

DI STÉFANO

Clube:

Real Madrid 7 x 3 Eintracht Frankfurt — Glasgow, Escócia, 18 de maio de 1960 —Final da Copa Europeia de Clubes.

Números do craque: 3 gols.

Numa partida amplamente considerada uma das maiores da história do futebol, Di Stéfano e Puskas fizeram os 7 gols do Real Madrid no jogo: 3 do argentino e 4 do húngaro.

Sobre o jogo, o jornal britânico “Daily Mail” escreveu: “É uma pena que as milhares de pessoas no jogo, e aquelas que têm que retornar a assistir ao futebol escocês, devem ter pensado que estavam sonhando”. 

Em relação àquela lendária equipe do Real Madrid (talvez a maior em todos os tempos), o craque inglês Bobby Charlton disse em 1957, antes de uma partida contra o time espanhol: “Honestamente, eu vi Di Stéfano e aqueles outros e pensei que aquelas pessoas não era humanas. Não era o tipo de jogo que me ensinaram”.

 

Seleção:

Argentina 6 x 0 Colômbia — Guayaquil, Equador, 18 de dezembro de 1947 — Campeonato sul-americano.

Números do craque: 3 gols.

Di Stéfano não teve uma grande carreira por seleções, sobretudo por problemas burocráticos: a Argentina se recusou a participar da Copa do Mundo de 1950; e em 1954, a FIFA proibiu sua participação por ter defendido no passado duas seleções, Colômbia e Argentina. Em 1958, defendendo a Espanha, Di Stéfano não conseguiu a classificação para a Copa; feito conseguido por ele em 1962, mas, lamentavelmente, se lesionou antes do início do torneio.

Todos os seis jogos de Di Stéfano pela Argentina ocorreram no torneio sul-americano conquistado por sua seleção em 1947. Num dos jogos, ele anotou um inesquecível hat-trick contra a Colômbia, seu melhor desempenho no torneio, no qual foi vice artilheiro com 6 gols. Infelizmente, não encontrei vídeos dessa partida.

BÔNUS:

ZICO

Clube:

Flamento 2 x 0 Cobreloa — Final da Copa Libertadores de 1981

Números do craque: 2 gols.

Seleção: 

Brasil 3 x 1 Argentina — Copa do Mundo de 1982:

Números do craque: 1 gol e 1 assistência.

EUSÉBIO

Clube: 

Benfica 5 x 3 Real Madrid — Final da Copa Europeia de Clubes de 1962.

Números do craque: 2 gols e 1 assistência.

Seleção:

Portugal 5 x 3 Coreia do Norte — Copa do Mundo de 1966.

Números do craque: 4 gols.

 

PUSKAS

Clube:

Real Madrid 7 x 3 Eintracht Frankfurt — Final da Copa Europeia de Clubes de 1960.

Números do craque: 4 gols.

 

Seleção:

Inglaterra 3 x 6 Hungria — “O jogo do século”, amistoso em 1953.

Números do craque: 2 gols e 1 assistência.

PLATINI

Clube:

Juventus 2 x 2 Argentinos Jrs. — Final da Taça Intercontinental de Clubes de 1985.

Números do craque: 1 gol e 1 assistência (ele também anotou um tento antológico mal anulado pelo árbitro da partida).

Seleção:

França 3 x 2  Iugoslávia — Eurocopa de 1984.

Números do craque: 3 gols.

RONALDO

Clube:

Manchester United 4 x 3 Real Madrid — Quartas de final da Champions League de 2003.

Números do craque: 3 gols.

Seleção:

Brasil 2 x 0 Alemanha — Final da Copa do Mundo de 2002.

LOTHAR MATTHÄUS 

Clube:

Internazionale 2 x 1 Napoli – — Campeonato Italiano de 1989.

Números do craque: 1 gol.

Seleção:

Alemanha 4 x 1 Iugoslávia — Copa do Mundo de 1990.

Números do craque: 1 gol.

Curiosidade: o alemão escolheu pessoalmente esses dois jogos como seus melhores por clube e seleção.

ROMÁRIO

Clube:

Barcelona 5 x 0 Real Madrid — Campeonato Espanhol de 1994.

Números do craque: 3 gols e 1 assistência.

Seleção:

Brasil 2 x 0 Uruguai — Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1994.

Números do craque: 2 gols.

GERD MÜLLER

Clube:

Atlético de Madrid 0 x 4 Bayern de Munique —  Jogo de desempate da Final da Copa Europeia de Clubes de 1974 .

Números do craque: 2 gols.

Seleção:

Alemanha 3 x 0 Peru — Copa do Mundo de 1970.

Números do craque: 3 gols.

ZIDANE

Clube:

Bayer Leverkusen 1 x 2 Real Madrid — Final da Champions League de 2002.

Números do craque: 1 gol.

Seleção:

Brasil 0 x 1 França — Quartas de final da Copa do Mundo de 2006.

Números do craque: 1 assistência.

 

BECKENBAUER

Clube:

Bayern  de Munique 2 x 0 Real Madrid — Semifinal da Copa Europeia de Clubes de 1976.

A lenda alemã demonstrou com perfeição a função de líbero, ao armar as jogadas do time a partir da defesa.

Seleção:

Alemanha 3 x 2 Inglaterra — Quartas de Final da Copa do Mundo de 1970 (apesar da simbólica partida contra a Itália, na qual ele continuou jogando após deslocar o ombro, considero que Beckenbauer teve seu melhor desempenho contra os ingleses).

Números do craque: 1 gol.

ROBERTO BAGGIO

Clube:

Juventus 3 x 0 Borrusia Dortumund — Final da Copa da UEFA de 1993.

Números do craque: 1 assistência.

Seleção:

Bulgária 1 x 2 Itália. Semifinal da Copa do Mundo de 1994.

Números do craque: 2 gols.

CRISTIANO RONALDO

Clube:

Real Madrid 3 x 0 Wolsfurg — Quartas de final da Champions League de 2016.

Números do craque: 3 gols.

 

Seleção:

Suécia 2 x 3 Portugal — Repescagem para a Copa do Mundo de 2014.

Números do craque: 3 gols.

 

RONALDINHO

Clube:

Real Madrid 0 x 3 Barcelona — Campeonato Espanhol de 2005.

Números do craque: 2 gols.

 

Seleção:

Brasil 2 x 1 Inglaterra — Quartas de final da Copa do Mundo de 2002.

Números do craque: 1 gol e 1 assistência.

 

RIVALDO

Clube:

Barcelona 3 x 2 Valência — Campeonato Espanhol de 2001.

Números do craque: 3 gols.

 

Seleção:

Brasil 4 x 2 Argentina — Amistoso em 1999.

Números do craque: 3 gols e 1 assistência.

 

 

 

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4 Comments

  1. Bart

    Meu top 20:
    1. Pelé
    2. Maradona
    3. Messi
    4. Cruyff
    5. Di Stéfano
    6. Beckenbauer
    7. Garrincha
    8. Platini
    9. Zidane
    10. Romário
    11. Puskas
    12. Eusébio
    13. Bobby Charlton
    14. Zico
    15. van Basten
    16. Ronaldo
    17. Cristiano Ronaldo
    18. George Best
    19. Stanley Matthews
    20. Yashin

    Abç.

    • Otávio Pinto

      Excelente top 20, Bart! Temos o mesmo top 7. Os outros nomes são excelentes; não vejo nenhum problema com a ordem, apesar de discordar um pouco apenas (por exemplo, acho que a distância entre Romário e Ronaldo está muito grande). Abraço.

  2. Bart

    Se me permitir responder a resposta (hehehe) foi o mesmo pensamento que eu tive quanto a minha própria lista, Acho que a distância técnica entre o 1 e o 7 muito pequena (por isso existe uma quase unanimidade nos nomes e enorme discordância quanto à ordem) e do 8 ao 20 também.
    As minhas duas grandes frustrações no futebol foi não ter acesso a um número maior de vídeos de Puskas e principalmente Garrincha (podem ser até bem mais do q a gnt pensa), outras lendas a gente consegue imaginar melhor o modo de jogar, mas estes dois eu queria ver melhor como jogavam. Foi um prazer falar de futebol contigo, se o comentário ficar muito grande não precisa publicar. Abraço

    • Otávio Pinto

      Concordo com tudo o que você escreveu, Bart. Se você procurar, acha na internet (acho que até no youtube), jogos completos do Garrincha (por exemplo, os da Copa de 1962). Mas, realmente, são poucos. O prazer foi meu, amigo. Abraço.

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