{"id":444,"date":"2015-09-18T10:37:38","date_gmt":"2015-09-18T13:37:38","guid":{"rendered":"http:\/\/otaviopinto.com\/?p=444"},"modified":"2024-04-26T19:46:15","modified_gmt":"2024-04-26T22:46:15","slug":"a-influencia-da-literatura-na-musica-bob-dylan-e-caetano-veloso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/otaviopinto.com\/index.php\/2015\/09\/18\/a-influencia-da-literatura-na-musica-bob-dylan-e-caetano-veloso\/","title":{"rendered":"A influ\u00eancia da literatura na m\u00fasica: Bob Dylan e Caetano Veloso"},"content":{"rendered":"<div style=\"padding-bottom:20px; padding-top:10px;\" class=\"hupso-share-buttons\"><!-- Hupso Share Buttons - https:\/\/www.hupso.com\/share\/ --><a class=\"hupso_counters\" href=\"https:\/\/www.hupso.com\/share\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/static.hupso.com\/share\/buttons\/lang\/pt\/share-small.png\" style=\"border:0px; padding-top:2px; float:left;\" alt=\"Share Button\"\/><\/a><script type=\"text\/javascript\">var hupso_services_c=new Array(\"twitter\",\"facebook_like\",\"facebook_send\",\"pinterest\",\"email\",\"print\",\"linkedin\");var hupso_counters_lang = \"pt_BR\";var hupso_image_folder_url = \"\";var hupso_twitter_via=\"blogdootavio\";var hupso_url_c=\"\";var hupso_title_c=\"A%20influ%C3%AAncia%20da%20literatura%20na%20m%C3%BAsica%3A%20Bob%20Dylan%20e%20Caetano%20Veloso\";<\/script><script type=\"text\/javascript\" src=\"https:\/\/static.hupso.com\/share\/js\/counters.js\"><\/script><!-- Hupso Share Buttons --><\/div><p style=\"text-align: justify;\">Indubitavelmente, os grandes compositores (como artistas de outras \u00e1reas) costumam encontrar inspira\u00e7\u00e3o em livros de autores renomados. Ali\u00e1s, essa circula\u00e7\u00e3o de escritos entre artistas corresponde \u00e0 pr\u00f3pria natureza da literatura. Nesse sentido, Irene Severina Rezende, Doutora pela USP em Estudos Liter\u00e1rios de Literatura Comparada, <a href=\"http:\/\/www.revistas.usp.br\/crioula\/article\/download\/53581\/57549\">diz, parafraseando o grande Antonio C\u00e2ndido, que \u201ca literatura deve circular, ser lida e ser deformada ao gosto de cada p\u00fablico e \u00e0 maneira de cada autor\u201d.<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa maneira, os grandes compositores como Chico Buarque, Neil Young, Caetano Veloso, Bob Dylan (entre tantos outros), conseguem, de forma inteligent\u00edssima e criativa, adaptar o esp\u00edrito e a ideia de determinado escritor a uma linguagem e narrativa popular, de mais f\u00e1cil entendimento ao p\u00fablico moderno. Portanto, em raz\u00e3o disso, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em pl\u00e1gio, mas apenas em inspira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pode-se citar como exemplos de can\u00e7\u00f5es influenciadas pela literatura: \u201cRamble on\u201d do Led Zeppelin (inspirada, assim como outras da banda, em \u201cSenhor dos An\u00e9is\u201d de Tolkien); \u201cMonte Castelo\u201d por Renato Russo (une cap\u00edtulo da ep\u00edstola de Paulo aos Cor\u00edntios ao mais famoso soneto de Lu\u00eds de Cam\u00f5es) ; e \u201cGeni e o Zepelim\u201d, que possui rela\u00e7\u00e3o direta com \u201cBola de Sebo\u201d de Guy de Maupassant (sobre o tema, recomendo a leitura de <a href=\"http:\/\/www.revistas.usp.br\/crioula\/article\/download\/53581\/57549\">\u201cSimilaridades tem\u00e1ticas al\u00e9m-fronteiras: Chico Buarque e Guy de Maupassant\u201d<\/a> da acima mencionada Irene Rezende, e de <a href=\"http:\/\/www.inventario.ufba.br\/07\/GeniEOZepelimXBolaDeSebo2aVersao.pdf\">\u201cGeni e o Zepelim X Bola de Sebo: a intertextualidade vista como um procedimento de originalidade\u201d<\/a>, de autoria da Mestre em Letras, Fernanda Isabel Bitazi).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse texto, decidi escrever sobre duas can\u00e7\u00f5es que sofreram influ\u00eancias liter\u00e1rias at\u00e9 ent\u00e3o desconhecidas ou pouco divulgadas: <a href=\"http:\/\/www.bobdylan.com\/us\/songs\/gotta-serve-somebody\">\u201cGotta Serve Somebody\u201d<\/a> de Bob Dylan; e<a href=\"http:\/\/letras.mus.br\/caetano-veloso\/43867\/\"> \u201cAlegria, Alegria\u201d<\/a> de Caetano Veloso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Gotta Serve Somebody \u2013 Bob Dylan.<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_2580\" style=\"width: 280px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/amzn.to\/4dcjgnH\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2580\" class=\"size-full wp-image-2580\" src=\"https:\/\/otaviopinto.com\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/dylan.jpg\" alt=\"\" width=\"270\" height=\"266\" srcset=\"https:\/\/otaviopinto.com\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/dylan.jpg 270w, https:\/\/otaviopinto.com\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/dylan-88x88.jpg 88w\" sizes=\"(max-width: 270px) 100vw, 270px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-2580\" class=\"wp-caption-text\">Clique na imagem acima para comprar albums do Bob Dylan<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mais genial letrista americano, Bob Dylan, \u00e9 um aficionado por literatura. Por isso, s\u00e3o comuns, em suas can\u00e7\u00f5es, refer\u00eancias \u00e0s palavras de grandes mestres do g\u00eanero. \u00c9 o caso de \u201cTangled up in Blue\u201d, a qual possui imagens que remetem \u00e0 \u201cDivina Com\u00e9dia\u201d de Dante e aos contos de Theckov (russo que, ali\u00e1s, influencia todo o disco \u201cBlood on the Tracks\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos anos 80, Dylan vivia seu \u201cper\u00edodo crist\u00e3o\u201d, quando escreveu v\u00e1rias m\u00fasicas religiosas. Talvez a mais bela tenha sido \u201cEvery Grain of Sand\u201d, com alus\u00f5es a diversas passagens b\u00edblicas e ao poema \u201cAuguries of Innocence\u201d de William Blake.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa \u00e9poca, uma das suas m\u00fasicas mais populares foi \u201cGotta serve somebody\u201d (\u201cTem que servir algu\u00e9m\u201d). Durante toda a can\u00e7\u00e3o, Dylan passa a ideia de que todos, independentemente de fama ou dinheiro (o rico e o pobre; o famoso e o desconhecido), t\u00eam que servir algu\u00e9m. \u201cPode ser o Diabo ou o Senhor, mas voc\u00ea ter\u00e1 que servir algu\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota-se claramente a influ\u00eancia crist\u00e3. Segunda essa tradi\u00e7\u00e3o, todos n\u00f3s somos iguais aos olhos do Criador, ao qual devemos servir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas h\u00e1 outras inspira\u00e7\u00f5es, al\u00e9m da \u00f3bvia conota\u00e7\u00e3o b\u00edblica? Creio que sim. Para minha surpresa, lendo \u201cMoby Dick\u201d, o cl\u00e1ssico de Herman Melville, percebi uma passagem que corresponde quase que exatamente \u00e0 mensagem de Dylan. O personagem principal, Ishmael, explica por que n\u00e3o possui vergonha de ter a fun\u00e7\u00e3o mais simples num navio:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">E da\u00ed se um caco velho, um capit\u00e3o decr\u00e9pito me der a ordem de pegar uma vassoura e varrer os conveses? Qual \u00e9 o valor dessa inf\u00e2mia, quero dizer, se pesada na balan\u00e7a do Novo Testamento? Voc\u00ea acredita que o arcanjo Gabriel ter\u00e1 menos considera\u00e7\u00e3o por mim s\u00f3 porque obedeci com presteza e respeito a um velho miser\u00e1vel? Quem n\u00e3o \u00e9 escravo? Responda essa. Pois bem, por mais que velhos capit\u00e3es me deem ordens, por mais que me deem bordoadas e murros, tenho a satisfa\u00e7\u00e3o de saber que est\u00e1 tudo certo, que todos os homens, de um jeito ou de outro, serviram do mesmo modo \u2013 isto \u00e9, tanto da perspectiva f\u00edsica quanto metaf\u00edsica; e, assim, a bordoada universal d\u00e1 a volta, e todos deveriam trocar tapinhas nas costas e dar-se por satisfeitos<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Praticamente a mesma ideia passada por Dylan. \u201cQuem n\u00e3o \u00e9 escravo?\u00a0 [&#8230;] Todos os homens, de um jeito ou de outro, serviram do mesmo modo\u201d.\u00a0 Para refor\u00e7ar meu argumento, importante dizer que Dylan demonstrou em outros momentos apre\u00e7o pelo famoso livro de Melville, pois o mencionou em duas outras can\u00e7\u00f5es: Bob Dylan\u2019s 115th dream (h\u00e1 v\u00e1rias refer\u00eancias a Moby Dick, especialmente quando fala sobre uma baleia e sobre um Capit\u00e3o Arab \u2013 Ahab no livro); e Lo and Behold! (na frase &#8220;What&#8217;s it to ya, Moby Dick?).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estranhamente, n\u00e3o encontrei nenhum texto ou livro que trata dessa inspira\u00e7\u00e3o de Dylan em \u201cMoby Dick\u201d, que, para mim, parece extremamente prov\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Alegria, Alegria \u2013 Caetano Veloso<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_2581\" style=\"width: 261px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/amzn.to\/3wd4qNc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2581\" class=\"size-full wp-image-2581\" src=\"https:\/\/otaviopinto.com\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/veloso.jpg\" alt=\"\" width=\"251\" height=\"246\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-2581\" class=\"wp-caption-text\">Clique na imagem acima para comprar livros e discos do Caetano Veloso<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tropicalismo sofreu forte influ\u00eancia do modernismo, sobretudo do movimento antropof\u00e1gico (proposto por Oswald de Andrade). Em tempos nacionalistas na m\u00fasica brasileira, Caetano, Gil (como em sua can\u00e7\u00e3o em parceria com Torquato Neto, \u201cGeleia gera\u201d, por exemplo) e os tropicalistas, adotaram a antropofagia, \u201cdevorando\u201d tudo o que havia em volta (na parte musical, significou sobretudo abra\u00e7ar as inova\u00e7\u00f5es da m\u00fasica americana e inglesa).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u201cAlegria, Alegria\u201d, o doutor em Literatura Brasileira, J\u00falio Diniz, <a href=\"http:\/\/www.maxwell.vrac.puc-rio.br\/NELIM\/ensaios_artigos\/julio_antropogafiaetropicalia.pdf\">explana o car\u00e1ter antropof\u00e1gico de Caetano<\/a>:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O antrop\u00f3fago tropicalista opera atrav\u00e9s do seu corpo e, particularmente, pela sua voz, a devora\u00e7\u00e3o e assimila\u00e7\u00e3o de comportamentos est\u00e9ticos e pol\u00edticos em boa parte opostos a uma vis\u00e3o hegem\u00f4nica de cultura brasileira defendida por segmentos da esquerda intelectual, como j\u00e1 foi dito. Sua voz funciona como o lugar de passagem e perman\u00eancia da bossa nova, e da tradicional fam\u00edlia musical brasileira, para o tropicalismo \u2013 do intimismo ao excesso, da introspec\u00e7\u00e3o \u00e0 espetaculariza\u00e7\u00e3o, do banquinho e viol\u00e3o ao concerto barroco das justaposi\u00e7\u00f5es. A voz em Caetano sai da boca de um canibal tecnizado, doce b\u00e1rbaro que devolve ao exterior tudo o que foi devorado pelo ouvido que internalizou a \u201ccontribui\u00e7\u00e3o milion\u00e1ria de todos os erros\u201d, como j\u00e1 afirmou Oswald de Andrade.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todavia, como bom \u201cantrop\u00f3fago tropicalista\u201d, Caetano, tamb\u00e9m, assimilou outros pensadores naquela can\u00e7\u00e3o, especialmente, Ferreira Gullar. Essa vis\u00e3o n\u00e3o \u00e9 muito conhecida, mas o pr\u00f3prio poeta maranhense, <a href=\"http:\/\/www.drzem.com.br\/2014\/12\/a-historia-da-musica-onde-andaras-de.html\">em entrevista, explicou esse processo<\/a>:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa parceria n\u00e3o nasceu de uma rela\u00e7\u00e3o minha com Caetano. Foi a Maria Beth\u00e2nia que me pediu, se eu gostaria de escrever para ela duas letras de fossa, de dor-de-cotovelo que ela queria gravar no seu disco de estreia. Ent\u00e3o fiz e entreguei a ela duas letras, uma \u00e9 &#8220;Onde Andar\u00e1s&#8221; e a outra \u00e9 um poema que tamb\u00e9m \u00e9 do mesmo livro, que eu adaptei para servir como letra, porque como poema era muito longo. Mas Caetano s\u00f3 musicou uma delas, o outro poema eu acho que inspirou &#8220;Alegria Alegria&#8221;, porque fala &#8220;atravessa a rua, entra no cinema&#8221; \u00e9 um poema urbano, que fala exatamente da cidade e o enfoque \u00e9 o mesmo e o fato dele n\u00e3o ter posto m\u00fasica na minha letra e ter escrito &#8220;Alegria Alegria&#8221; d\u00e1 a impress\u00e3o de que ele achou melhor criar uma letra sobre aquele assunto. Existe na m\u00fasica &#8220;Alegria Alegria&#8221; uma express\u00e3o que \u00e9 de um poema meu &#8220;o sol se reparte em crimes&#8221; isso \u00e9 de um poema que diz assim: &#8220;A tarde se reparte em yorgut, coalhada, copos de leites&#8221; esse uso do verbo repartir nesse sentido \u00e9 do poema &#8220;Na Leiteria&#8221;. &#8220;A tarde se reparte em copos de leite&#8221;, &#8220;o sol se reparte em crimes\/espa\u00e7onaves guerrilhas&#8221;. Tudo bem, a fun\u00e7\u00e3o da poesia \u00e9 essa, o poeta inventa as express\u00f5es e o artista popular, o compositor n\u00e3o tem essa fun\u00e7\u00e3o &#8211; \u00e9 muito mais a de comunicar de maneira ampla com o p\u00fablico, n\u00e3o \u00e9 de mudar a linguagem, de reinventar a linguagem isso \u00e9 mais dos poetas [&#8230;]<\/p>\n<\/blockquote>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essencial repetir que essas \u201crevela\u00e7\u00f5es\u201d em nada reduzem o valor e a grandeza de Dylan e Caetano. Pode-se utilizar, por analogia, as palavras de Fernanda Bitazi sobre Chico e Maupassant, e dizer que \u201cAlegria, Alegria\u201d e \u201cGotta serve somebody\u201d mant\u00eam originalidade, pois seguem um \u201cprocesso criativo que consiste n\u00e3o em uma imita\u00e7\u00e3o direta e negligente, mas, sim, em uma imita\u00e7\u00e3o indireta e acurada&#8221;.<\/p>\n<div style=\"padding-bottom:20px; padding-top:10px;\" class=\"hupso-share-buttons\"><!-- Hupso Share Buttons - https:\/\/www.hupso.com\/share\/ --><a class=\"hupso_counters\" href=\"https:\/\/www.hupso.com\/share\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/static.hupso.com\/share\/buttons\/lang\/pt\/share-small.png\" style=\"border:0px; padding-top:2px; float:left;\" alt=\"Share Button\"\/><\/a><script type=\"text\/javascript\">var hupso_services_c=new Array(\"twitter\",\"facebook_like\",\"facebook_send\",\"pinterest\",\"email\",\"print\",\"linkedin\");var hupso_counters_lang = \"pt_BR\";var hupso_image_folder_url = \"\";var hupso_twitter_via=\"blogdootavio\";var hupso_url_c=\"\";var hupso_title_c=\"A%20influ%C3%AAncia%20da%20literatura%20na%20m%C3%BAsica%3A%20Bob%20Dylan%20e%20Caetano%20Veloso\";<\/script><script type=\"text\/javascript\" src=\"https:\/\/static.hupso.com\/share\/js\/counters.js\"><\/script><!-- Hupso Share Buttons --><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div style=\"padding-bottom:20px; padding-top:10px;\" class=\"hupso-share-buttons\"><!-- Hupso Share Buttons - https:\/\/www.hupso.com\/share\/ --><a class=\"hupso_counters\" href=\"https:\/\/www.hupso.com\/share\/\"><img src=\"https:\/\/static.hupso.com\/share\/buttons\/lang\/pt\/share-small.png\" style=\"border:0px; padding-top:2px; float:left;\" alt=\"Share Button\"\/><\/a><script type=\"text\/javascript\">var hupso_services_c=new Array(\"twitter\",\"facebook_like\",\"facebook_send\",\"pinterest\",\"email\",\"print\",\"linkedin\");var hupso_counters_lang = \"pt_BR\";var hupso_image_folder_url = \"\";var hupso_twitter_via=\"blogdootavio\";var hupso_url_c=\"\";var hupso_title_c=\"A%20influ%C3%AAncia%20da%20literatura%20na%20m%C3%BAsica%3A%20Bob%20Dylan%20e%20Caetano%20Veloso\";<\/script><script type=\"text\/javascript\" src=\"https:\/\/static.hupso.com\/share\/js\/counters.js\"><\/script><!-- Hupso Share Buttons --><\/div><p>Indubitavelmente, os grandes compositores (como artistas de outras \u00e1reas) costumam encontrar inspira\u00e7\u00e3o em livros de autores renomados. 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