{"id":725,"date":"2016-03-11T16:25:34","date_gmt":"2016-03-11T19:25:34","guid":{"rendered":"http:\/\/otaviopinto.com\/?p=725"},"modified":"2026-03-21T22:35:00","modified_gmt":"2026-03-22T01:35:00","slug":"talvez-seja-verdade-fe-e-duvida-entre-crentes-e-descrentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/otaviopinto.com\/index.php\/2016\/03\/11\/talvez-seja-verdade-fe-e-duvida-entre-crentes-e-descrentes\/","title":{"rendered":"Talvez seja verdade \u2014 f\u00e9 e d\u00favida entre crentes e descrentes"},"content":{"rendered":"<div style=\"padding-bottom:20px; padding-top:10px;\" class=\"hupso-share-buttons\"><!-- Hupso Share Buttons - https:\/\/www.hupso.com\/share\/ --><a class=\"hupso_counters\" href=\"https:\/\/www.hupso.com\/share\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/static.hupso.com\/share\/buttons\/lang\/pt\/share-small.png\" style=\"border:0px; padding-top:2px; float:left;\" alt=\"Share Button\"\/><\/a><script type=\"text\/javascript\">var hupso_services_c=new Array(\"twitter\",\"facebook_like\",\"facebook_send\",\"pinterest\",\"email\",\"print\",\"linkedin\");var hupso_counters_lang = \"pt_BR\";var hupso_image_folder_url = \"\";var hupso_twitter_via=\"blogdootavio\";var hupso_url_c=\"\";var hupso_title_c=\"Talvez%20seja%20verdade%20%E2%80%94%20f%C3%A9%20e%20d%C3%BAvida%20entre%20crentes%20e%20descrentes\";<\/script><script type=\"text\/javascript\" src=\"https:\/\/static.hupso.com\/share\/js\/counters.js\"><\/script><!-- Hupso Share Buttons --><\/div><p style=\"text-align: justify;\">Existem diversas ideias e vis\u00f5es de mundo que\u00a0parecem afastar os\u00a0que creem e os que n\u00e3o creem em Deus, crentes e descrentes. Todavia, pode existir algo comum a\u00a0todos n\u00f3s: o embate entre d\u00favida e f\u00e9 \u2014\u00a0o momento em que surge o terr\u00edvel &#8220;talvez seja verdade&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre o tema, compartilho as bel\u00edssimas palavras do ent\u00e3o Cardeal Joseph Ratzinger (Papa Em\u00e9rito Bento XVI), em seu c\u00e9lebre livro &#8220;<a href=\"https:\/\/amzn.to\/4dg7rNd\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Introdu\u00e7\u00e3o ao Cristianismo<\/a>&#8220;, escrito em 1968. O te\u00f3logo alem\u00e3o explica como a d\u00favida e a f\u00e9 atingem tanto o crente (&#8220;sufocado pela \u00e1gua salgada da d\u00favida que o oceano lhe lan\u00e7a, sem cessar, \u00e0 boca&#8221;; &#8220;o crente se sabe amea\u00e7ado sem cessar pela descren\u00e7a, obrigado a ver nela a sua perene prova\u00e7\u00e3o&#8221;) quanto\u00a0o descrente \u00a0(&#8220;d\u00favida do incr\u00e9dulo quanto \u00e0 sua descren\u00e7a, quanto \u00e0 totalidade do mundo que ele se resolveu a declarar como o todo&#8221;; &#8220;a f\u00e9 representa a amea\u00e7a e a tenta\u00e7\u00e3o do incr\u00e9u, dentro do seu universo aparentemente fechado e completo&#8221;).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Ratzinger, &#8220;crente e incr\u00e9dulo, cada qual a seu modo, participam da d\u00favida <em>e <\/em>da f\u00e9, caso n\u00e3o se ocultem de si mesmos e da verdade da sua exist\u00eancia&#8221;. Ademais, ele argumenta que pode estar a\u00ed, nesse inevit\u00e1vel embate entre d\u00favida e f\u00e9, um ponto de encontro entre os crentes e descrentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfim, um resumo pobre n\u00e3o merece substituir a leitura essencial do magistral texto do Papa Em\u00e9rito Bento XVI. Aproveitem:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para come\u00e7ar, no crente existe a amea\u00e7a da incerteza capaz de revelar dura e subitamente, em momentos de tenta\u00e7\u00e3o, a fragilidade de tudo o que, em geral, lhe parece t\u00e3o evidente. Esclare\u00e7amo-lo com alguns exemplos. Teresa de Lisieux, a am\u00e1vel santinha, aparentemente t\u00e3o isenta de complexidades e de problemas, cresceu em uma vida de completa seguran\u00e7a religiosa. Sua vida, do come\u00e7o ao fim, foi t\u00e3o perfeitamente e minuciosamente marcada pela f\u00e9 na Igreja, que o mundo invis\u00edvel se tornara parcela do seu cotidiano; ou antes, o pr\u00f3prio cotidiano seu, parecendo quase tang\u00edvel e imposs\u00edvel de ser eliminado de sua vida. Para Teresinha, &#8220;religi\u00e3o&#8221; era, de fato, um dado pr\u00e9vio e natural de sua exist\u00eancia di\u00e1ria; ela manipulava a religi\u00e3o como n\u00f3s somos capazes de manejar as trivialidades concretas da vida. Mas justamente ela, aparentemente t\u00e3o resguardada numa seguran\u00e7a sem risco, deixou-nos comovedoras manifesta\u00e7\u00f5es do que foram as \u00faltimas semanas do seu Calv\u00e1rio, manifesta\u00e7\u00f5es que, mais tarde, suas irm\u00e3s, assustadas, atenuariam em seu legado liter\u00e1rio e que s\u00f3 agora vieram \u00e0 tona nas novas edi\u00e7\u00f5es aut\u00eanticas e literais de sua obra. Assim, por exemplo, quando ela afirma: &#8220;Acossam-me as reflex\u00f5es dos piores materialistas.&#8221; Sente a intelig\u00eancia torturada por todos os argumentos poss\u00edveis contra a f\u00e9; o sentimento da f\u00e9 parece desaparecido; ela sente-se transportada para dentro da &#8220;pele dos pecadores&#8221;. Isto \u00e9, em \u00a0um mundo que parece completamente s\u00f3lido e sem brechas, torna-se vis\u00edvel a algu\u00e9m o abismo que espreita a todos \u2013 tamb\u00e9m a ele \u2013 sob a crosta firme das conven\u00e7\u00f5es que sustentam a f\u00e9. Em tal situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 mais em jogo apenas isto ou aquilo \u2013 assun\u00e7\u00e3o de Maria ou n\u00e3o; confiss\u00e3o desse ou daquele modo \u2013, tudo coisas que se tornam completamente irrelevantes, porquanto trata-se realmente do todo, do conjunto, tudo ou nada. \u00c9 a \u00fanica alternativa que parece restar, e em parte alguma surge um peda\u00e7o de ch\u00e3o firme ao qual se agarrar nessa queda vertiginosa para o abismo. Somente o b\u00e1ratro hiante e sem fundo do nada \u00e9 o que se percebe, onde quer que se dirijam os olhares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paulo Claudel evoca em um quadro grandioso e convincente essa situa\u00e7\u00e3o do crente, na abertura do seu &#8220;Soulier de Satin&#8221;. Um mission\u00e1rio jesu\u00edta, irm\u00e3o do her\u00f3i Rodrigo, o homem mundano, aventureiro errante e incerto entre Deus e o mundo, \u00e9 representado como n\u00e1ufrago. Sua nau foi afundada por piratas. Ele mesmo, amarrado a uma trave do barco afundado, vaga nesse peda\u00e7o de madeira, pelas \u00e1guas tormentosas do oceano. O drama principia com o seu derradeiro mon\u00f3logo: &#8220;Senhor, agrade\u00e7o-te por me teres amarrado assim. Por vezes sucedeu-me achar dif\u00edceis os teus mandamentos; senti desnorteada, fracassada a vontade diante dos teus mandamentos. Mas hoje n\u00e3o poderia estar mais fortemente atado a ti, do que o estou; e muito embora meus membros se movam um sobre o outro, nenhum deles \u00e9 capaz de afastar-se um pouco de ti. E assim realmente estou preso \u00e0 cruz; e a cruz, \u00e0 qual me vejo atado, n\u00e3o est\u00e1 presa a nada mais. Ela voga pelo mar&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atado \u00e0 cruz \u2013 e a cruz ligada a nada, vogando sobre o abismo. Dificilmente se poderia descrever mais acurada e exatamente a situa\u00e7\u00e3o do crente hodierno. Apenas um madeiro oscilante sobre o nada, um madeiro desatado parece sust\u00ea-lo e tem-se a impress\u00e3o de ser poss\u00edvel adivinhar o instante em que tudo ir\u00e1 submergir. Um simples madeiro solit\u00e1rio liga-o a Deus; mas, sem d\u00favida, liga-o inevitavelmente e, no final de tudo, ele tem a certeza de que esse madeiro \u00e9 mais forte do que o nada que fervilha debaixo dele, esse nada que, apesar dos pesares, continua sendo a for\u00e7a amea\u00e7adora propriamente dita do seu presente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O quadro apresenta, al\u00e9m disso, uma dimens\u00e3o mais vasta que, ali\u00e1s, me parece a mais importante. Pois esse n\u00e1ufrago jesu\u00edta n\u00e3o est\u00e1 sozinho; nele se encontra como que evocada a sorte do seu irm\u00e3o; nele est\u00e1 presente o destino do irm\u00e3o, <em>daquele <\/em>irm\u00e3o que se considera descrente, que deu as costas a Deus, por n\u00e3o considerar tarefa sua a espera, mas &#8220;a posse do ating\u00edvel&#8230; como se este pudesse estar em parte outra do que onde tu, \u00f3 Deus, est\u00e1s&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 dispens\u00e1vel acompanharmos a trama da concep\u00e7\u00e3o claudeliana: a mestria com que conserva como fio condutor o jogo dos dois destinos aparentemente contradit\u00f3rios at\u00e9 ao ponto em que a sorte de Rodrigo finalmente se toca com a do irm\u00e3o, quando o conquistador termina como escravo em um navio, devendo dar-se por muito feliz, ao ser levado por uma velha freira que, de contrapeso, leva uma ca\u00e7arola e alguns trapos. Ali\u00e1s, deixando de lado o s\u00edmile, podemos voltar \u00e0 nossa pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o e dizer: o crente \u00e9 capaz de realizar-se em sua f\u00e9 somente sobre o oceano do nada; e o oceano da incerteza foi-lhe destinado como \u00fanico lugar poss\u00edvel de sua f\u00e9. Apesar disso, n\u00e3o se pode considerar o descrente, numa falha evidente de dial\u00e9tica, apenas como um incr\u00e9u. Assim como at\u00e9 agora reconhecemos que o crente n\u00e3o vive sem problem\u00e1tica, mas sempre amea\u00e7ado pela queda no nada, assim \u00e9 for\u00e7oso admitir que tamb\u00e9m o incr\u00e9u n\u00e3o representa absolutamente uma exist\u00eancia fechada e coesa em si mesma. Por brutal que seja o seu comportamento de ferrenho positivista que j\u00e1 de h\u00e1 muito deixou para tr\u00e1s as tentativas e os embates supranaturais, vivendo apenas no \u00e2mbito do que \u00e9 diretamente certo \u2013 jamais o abandonar\u00e1 a secreta inseguran\u00e7a de se o positivismo est\u00e1 realmente com a \u00faltima palavra. O crente v\u00ea-se sufocado pela \u00e1gua salgada da d\u00favida que o oceano lhe lan\u00e7a, sem cessar, \u00e0 boca; do mesmo modo existe a d\u00favida do incr\u00e9dulo quanto \u00e0 sua descren\u00e7a, quanto \u00e0 totalidade do mundo que ele se resolveu a declarar como o todo. Jamais conseguir\u00e1 certeza plena sobre a globalidade do que viu e declarou como o todo, mas continuar\u00e1 sob a amea\u00e7a de que \u2013 quem sabe? \u2013 a f\u00e9 venha a representar e a afirmar a realidade. Portanto, como o crente se sabe amea\u00e7ado sem cessar pela descren\u00e7a, obrigado a ver nela a sua perene prova\u00e7\u00e3o, assim a f\u00e9 representa a amea\u00e7a e a tenta\u00e7\u00e3o do incr\u00e9u, dentro do seu universo aparentemente fechado e completo. Em uma palavra, n\u00e3o existe escapat\u00f3ria ao dilema da exist\u00eancia humana. Quem deseja fugir \u00e0 incerteza da f\u00e9, h\u00e1 de experimentar a incerteza da descren\u00e7a que, por sua vez, jamais conseguir\u00e1 resolver sem sombra de d\u00favida a quest\u00e3o de se, por acaso, a f\u00e9 n\u00e3o se cobre com a verdade. Somente na recusa revela-se a irrecusabilidade da f\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez venha a prop\u00f3sito aduzir neste lugar uma est\u00f3ria judaica escrita por Martin Buber; nela aparece com clareza o citado dilema da exist\u00eancia humana. &#8220;Um dos sequazes do iluminismo, homem estudado, ouvira falar de Berditschewer. Foi-lhe \u00e0 procura com o fito de comprar uma discuss\u00e3o, como era do seu feitio, e arrasar suas provas ultrapassadas da verdade da f\u00e9. Ao entrar no quarto do Zaddik viu-o, de livro \u00e0 m\u00e3o, indo e vindo, mergulhado em entusi\u00e1sticas reflex\u00f5es. Nem pareceu dar pela chegada do visitante. Finalmente deteve-se, olhou para ele superficialmente e disse: &#8220;E contudo, talvez seja verdade.&#8221; O s\u00e1bio debalde tentou fincar p\u00e9, defendendo sua dignidade pr\u00f3pria. N\u00e3o o conseguiu. Sentiu os joelhos chocalharem, t\u00e3o terr\u00edvel era o aspeto do Zaddik, t\u00e3o horr\u00edvel de se ouvir a sua singela frase. Mas o rabi Levi Jizchak voltou-se completamente para ele e lhe disse, sereno: &#8220;Meu filho, os grandes da Tor\u00e1 com os quais disputaste, desperdi\u00e7aram palavras; tu te riste deles, ao te afastares. N\u00e3o foram capazes de colocar Deus e o seu reino sobre a mesa, diante de ti; eu tamb\u00e9m sou incapaz. Mas, meu filho, reflete: talvez seja verdade.&#8221; O iluminista concentrou todas as for\u00e7as para revidar; mas aquele terr\u00edvel &#8220;talvez&#8221; a ecoar sem cessar, quebrou-lhe qualquer resist\u00eancia&#8221;<a href=\"http:\/\/www.gonet.biz\/pr\/kb_read.php?pref=htm&amp;num=160#LinkTarget_2102\"> 5<\/a> .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar da roupagem estranha, temos aqui uma descri\u00e7\u00e3o muito precisa da situa\u00e7\u00e3o do homem frente ao problema &#8220;Deus&#8221;. Ningu\u00e9m \u00e9 capaz de servir aos outros o card\u00e1pio de Deus e do seu reino, nem o pr\u00f3prio crente pode servi-lo a si mesmo. Mas, por mais que a descren\u00e7a se possa sentir justificada com isso, permanece de p\u00e9 o horror daquele &#8220;talvez seja verdade&#8221;. O &#8220;talvez&#8221; representa o inevit\u00e1vel ataque ao qual se \u00e9 incapaz de fugir, no qual se deve experimentar, na recusa, a irrecusabilidade da f\u00e9. Em outras palavras: crente e incr\u00e9dulo, cada qual a seu modo, participam da d\u00favida <em>e <\/em>da f\u00e9, caso n\u00e3o se ocultem de si mesmos e da verdade da sua exist\u00eancia. Nenhum \u00e9 capaz de evadir-se completamente \u00e0 d\u00favida; nenhum pode escapar de todo \u00e0 f\u00e9. Para um, a f\u00e9 torna-se presente <em>contra <\/em>a d\u00favida; para outro, <em>pela <\/em>d\u00favida e em <em>forma <\/em>de d\u00favida. Temos a\u00ed a figura fundamental do destino humano: ser capaz de encontrar o definitivo de sua exist\u00eancia somente nesse inevit\u00e1vel embate de d\u00favida e f\u00e9, de agress\u00e3o e certeza. Talvez esteja aqui o caminho para transformar em ponto de encontro, de contato, a d\u00favida que preserva a um e a outro do perigo de encapsular-se em si mesmo. Ambos est\u00e3o impedidos de enrolar-se em si mesmos; o crente \u00e9 impelido para o que duvida, e este para o crente. Para um temos a\u00ed uma participa\u00e7\u00e3o no destino do incr\u00e9u, para o outro, a forma pela qual a f\u00e9, apesar de tudo, continua sendo um desafio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<\/blockquote>\n<div style=\"padding-bottom:20px; padding-top:10px;\" class=\"hupso-share-buttons\"><!-- Hupso Share Buttons - https:\/\/www.hupso.com\/share\/ --><a class=\"hupso_counters\" href=\"https:\/\/www.hupso.com\/share\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/static.hupso.com\/share\/buttons\/lang\/pt\/share-small.png\" style=\"border:0px; padding-top:2px; float:left;\" alt=\"Share Button\"\/><\/a><script type=\"text\/javascript\">var hupso_services_c=new Array(\"twitter\",\"facebook_like\",\"facebook_send\",\"pinterest\",\"email\",\"print\",\"linkedin\");var hupso_counters_lang = \"pt_BR\";var hupso_image_folder_url = \"\";var hupso_twitter_via=\"blogdootavio\";var hupso_url_c=\"\";var hupso_title_c=\"Talvez%20seja%20verdade%20%E2%80%94%20f%C3%A9%20e%20d%C3%BAvida%20entre%20crentes%20e%20descrentes\";<\/script><script type=\"text\/javascript\" src=\"https:\/\/static.hupso.com\/share\/js\/counters.js\"><\/script><!-- Hupso Share Buttons --><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div style=\"padding-bottom:20px; padding-top:10px;\" class=\"hupso-share-buttons\"><!-- Hupso Share Buttons - https:\/\/www.hupso.com\/share\/ --><a class=\"hupso_counters\" href=\"https:\/\/www.hupso.com\/share\/\"><img src=\"https:\/\/static.hupso.com\/share\/buttons\/lang\/pt\/share-small.png\" style=\"border:0px; padding-top:2px; float:left;\" alt=\"Share Button\"\/><\/a><script type=\"text\/javascript\">var hupso_services_c=new Array(\"twitter\",\"facebook_like\",\"facebook_send\",\"pinterest\",\"email\",\"print\",\"linkedin\");var hupso_counters_lang = \"pt_BR\";var hupso_image_folder_url = \"\";var hupso_twitter_via=\"blogdootavio\";var hupso_url_c=\"\";var hupso_title_c=\"Talvez%20seja%20verdade%20%E2%80%94%20f%C3%A9%20e%20d%C3%BAvida%20entre%20crentes%20e%20descrentes\";<\/script><script type=\"text\/javascript\" src=\"https:\/\/static.hupso.com\/share\/js\/counters.js\"><\/script><!-- Hupso Share Buttons --><\/div><p>Existem diversas ideias e vis\u00f5es de mundo que\u00a0parecem afastar os\u00a0que creem e os que n\u00e3o creem em Deus, crentes e descrentes. 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